AS CRISES QUE DEUS JÁ VIVENCIOU
“Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR de todas o livra.”
Salmos 34:19
Não estou criando motivo para debates doutrinários ou heresia sobre Deus em crise. O que estou dizendo é que Deus já viu todas as crises da humanidade, permitiu e agiu em meio a cada uma delas, desde a mais ampla e terrível até as nossas; particulares, reais, profundas, superficiais ou fantasiosas.
Imagine a crise dos dias de Noé. Começou com a notícia de um velho que parecia louco e estava construindo um barco gigantesco. Depois, as conversas foram fermentadas com o boato de uma tal de “chuva”. A terra nunca havia visto água caindo daquela forma mencionada, as pessoas tentavam em vão compreender o anunciado desabamento de água. Era uma loucura.
Quando o barco ficou pronto, tornou-se o comentário mais polêmico em todos os cantos. Muitos devem ter ido ver a estranha nau. Se houvesse Instagram, teria bombado em views, com selfies, curiosidade e perplexidade de todos.
A crise veio mesmo quando a chuva começou a cair. Aquilo era incrível. Literalmente, não dava para crer. Ninguém nunca havia experimentado água caindo do céu. Euforia para crianças brincando no quintal e preocupação dos mais velhos com medos e teorias sobre o que poderia estar acontecendo. Agravou-se mais ainda à medida em que os dias foram se passando. A água não parava de cair e a casa de muitos já estava inundada. O desespero de cada habitante batendo à porta da arca, gritando por socorro e pelo “bom senso” de Noé em abrir e deixá-los entrar. Os que ainda conseguiam boiar, experimentavam o pico máximo da crise. Viam muita gente afogada, animais em desespero ou mortos, inchados, encostando em seus corpos quase moribundos, enquanto lutavam para sobreviver. Talvez Noé e sua família pudessem ouvir aqueles sons, os gritos. É provável que sua esposa tenha dito: “meu bem, a gente podia abrir pra eles”. Sabemos quem fechou a porta. Deus viu essa crise toda.
De quais crises da humanidade você se lembra? A torre de Babel? Abraão e Ló se separando? Abraão guerreando contra cinco reis ou levando seu filho Isaque para ser imolado? E a dolorida circuncisão de todos os homens do seu clã; lembra-se? Jacó retornando para sua terra, cheio de filhos, servos e gado, temendo o irmão que devia estar revoltado e desejoso de vingança. José, vendido como escravo e Jacó, o pai já mais velho, deprimido pela possível morte de seu filho amado.
E a crise gerada pelo sonho de Faraó? A euforia da administração de José, recém-saído da cadeia e elevado ao posto de segundo homem da nação mais poderosa daquele tempo. Muitos devem ter brigado por posicionamentos contrários aos rumos que o império estava tomando. Muita gente deve ter feito oposição política a tudo aquilo, afinal de contas, quem é que tinha a obrigação de acreditar nos sonhos de um estrangeiro hebreu que havia acabado de sair de uma condenação. Havia histórias estranhas sobre aquele sujeito na casa de um honrado oficial egípcio. Não demorou muito para que a crise fosse incontrolável, a seca tomou conta de tudo. A escassez perturbou os ricos e pobres e os nivelou por baixo, por muito baixo. A condição social e econômica dos egípcios se tornou insustentável.
Deus viu essas crises. Ele atuou nelas. Ele não operou milagres sobrenaturais que desejaríamos hoje, enviando anjos para resolver tudo de uma só vez. Ele não disse pela boca de um profeta, uma palavra de autoridade que resolvesse tudo. O Senhor não respondeu de imediato a oração e o clamor dos aflitos. Todas aquelas crises duraram anos.
Poderíamos analisar com detalhes a crise humanitária do povo hebreu saindo do Egito. Quarenta anos atravessando o mar e o deserto, montanhas e vales, até chegar na terra prometida. Como seriam as notícias hoje na mídia? Os hebreus tiveram que expulsar os inimigos e se apropriar de uma terra dominada por amorreus, heteus, ferezeus, heveus, jebuseus e tantos outros.
A gente lê rapidamente alguns versículos na Bíblia e nem imagina o que foi aquele movimento, por quanto tempo duraram os dilemas e batalhas, suas consequências e desdobramentos. Hoje, são os curdos que vivem peregrinando. Vinte ou trinta milhões de pessoas; o quarto grupo étnico do Oriente Médio, sem terra, sem um país próprio. Como Deus deve estar cuidando desse povo e dessa história?
Crises dos homens, que Deus permite, assiste e governa. Eu nem falei das pragas do Egito. Não foram apenas uma historinha bíblica. Ocorreram fenômenos, acontecimentos marcantes, sismológicos, meteorológicos, ecológicos, biológicos, que afetaram não só o Egito, mas muitos outros povos ao redor.
As guerras históricas de Israel com vários povos; você se lembra? Crises. O domínio e as conquistas da Babilônia, dos Medo Persas, da Grécia e Roma. Imagine o que passaram os povos subjugados por esses impérios. Cada dia, cada ano, frustrações, perdas, tristezas, cada família vivendo mal e vendo as esperanças sendo dissolvidas. As questões sociais e religiosas originadas na ideia romana de reunir todos os cristãos e tantas religiões pagãs sob uma mesma administração política com normas, regras e dogmas. As consequências inimagináveis, imensuráveis, de reis e governantes, em nome de Deus, tomados de interesses pessoais escusos. Papas, padres e guerreiros, matando, roubando, impondo, fazendo o que bem queriam contra milhares e milhares de famílias camponesas indefesas, escravizadas e menosprezadas. Deus via tudo isso.
Ele viu cristãos sendo queimados vivos ou comidos por feras em Roma. Imagina o desespero das pessoas, dos que queriam um governo justo, daqueles que temiam a Deus e clamavam por salvação. Deus viu. Lemos algumas poucas frases na Bíblia ou nos livros de história, sentimos algumas sensações nas emoções da recordação, mas foram anos de problemas, mortes, lutas, tristezas, incertezas, avanços e retrocessos.
Cada estação, cada cultura, cada governo, representa tempo longo de sofrimento e esperança pouco ou nada alcançada. Aqueles que desesperadamente morreram sem ver o que sonhavam, como os corpos boiando no dilúvio dos dias de Noé, tiveram a crise, no seu ponto mais elevado, como última experiência da vida. Somente internamente poderiam ter clamado por um Deus salvador e aguardado por uma mão poderosa arrebatadora. Pense no Iraque, Síria, Afeganistão, Haiti, Ucrânia…
Você pode fazer sua lista; Idade Média, Renascença, Iluminismo, Revolução industrial, Modernidade, as guerras mundiais, as guerras civis, os domínios comunistas, os governos injustos, as conquistas e imposições sobre colônias, a aflição da África dominada e explorada – da África só não, dos africanos. O capitalismo, as transformações sociais conflitantes que não só ameaçaram os valores da família, da Palavra, das relações sociais saudáveis, mas já destruíram muita coisa. O cinema, a moda, as tendências sociais e sexuais que retiraram os marcos e referenciais de autoridade, organização, cuidado, paternidade, maternidade, filiação, segurança, amizade, cooperação, integridade… Crises. Imagine você avaliando também o universo de cada indivíduo, que se desdobra, infinitamente, em cada assunto, com características pessoais, fantasiosas, reais, palpáveis ou subliminares… Crises.
Onde estamos hoje?
Qual crise estamos enfrentando?
Qual crise pessoal e mundial você enxerga?
Não adianta tentar entender apenas sobre o vírus, precisamos saber o que essa enfermidade está causando ao mundo inteiro, a todo o seu mundo, e como está relacionada às profecias do fim.
Nada conseguiu impedir o vírus. Ainda trabalhamos para vencê-lo. As estruturas e texturas das relações humanas sucumbem diante de algo invisível que paralisou o mundo. Correrias e carreiras, mais sagradas e importantes, foram interrompidas. A humanidade clama por paz e segurança.
Não seria a hora de nos prostrarmos diante do governo eterno de Deus? Trocar nossas tradições e costumes religiosos por um derramar pessoal no altar do Senhor? Ele está nos vendo. Mais uma vez Ele está assistindo e nos cuidando em meio a crises.
A crise mais densa da humanidade, sem sombra de dúvidas, aconteceu no Éden. O pecado entrou e destruiu tudo.
A “crise” mais densa do Céu, sem sombra de dúvidas, aconteceu no Calvário. O filho de Deus se esvaziou e morreu em nosso lugar, por nossos pecados; os mesmos pecados que geram todas as crises.
A vitória mais sobrenatural, dos homens e do Céu, se chama Jesus!
A Ele toda honra, toda glória e toda a nossa rendição.
COMO VENCER NOSSAS CRISES?
COM PACIÊNCIA E FÉ; MERGULHADOS EM DEUS.
As crises passam.
Outras estações virão.
Outras crises chegarão.
Mas, quem tem uma vida de intimidade com o Senhor Jesus, criador dos céus e da terra, vence!
“
Antes que os montes nascessem e se formassem
a terra e o mundo,
de eternidade a eternidade, tu és Deus.”
– Salmos 90:2
“Ora, Deus, meu Rei, é desde a antiguidade;
ele é quem opera feitos salvadores no meio da terra.”
– Salmos 74:12
“Pela fé, Noé, divinamente instruído acerca de acontecimentos que ainda não se viam e sendo temente a Deus, aparelhou uma arca para a salvação de sua casa; pela qual condenou o mundo e se tornou herdeiro da justiça que vem da fé.”
– Hebreus 11:7
Salmos 143:5-6
Lembro-me dos dias de outrora, penso em todos os teus feitos e considero nas obras das tuas mãos. A ti levanto as mãos; a minha alma anseia por ti, como terra sedenta.
Lamentações 1:6-7
Da filha de Sião já se passou todo o esplendor; os seus príncipes ficaram sendo como corços que não acham pasto e caminham exaustos na frente do perseguidor. Agora, nos dias da sua aflição e do seu desterro, lembra-se Jerusalém de todas as suas mais estimadas coisas, que tivera dos tempos antigos; de como o seu povo caíra nas mãos do adversário, não tendo ela quem a socorresse; e de como os adversários a viram e fizeram escárnio da sua queda.
Salmos 95:3-6
Porque o SENHOR é o Deus supremo e o grande Rei acima de todos os deuses. Nas suas mãos estão as profundezas da terra, e as alturas dos montes lhe pertencem. Dele é o mar, pois ele o fez; obra de suas mãos, os continentes. Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do SENHOR, que nos criou.
1 Pedro 1:16-21
porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo. Ora, se invocais como Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo as obras de cada um, portai-vos com temor durante o tempo da vossa peregrinação, sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós que, por meio dele, tendes fé em Deus, o qual o ressuscitou dentre os mortos e lhe deu glória, de sorte que a vossa fé e esperança estejam em Deus.
Mateus 25:34
então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.
João 16:33
Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.
Hebreus 12:1-3
Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus. Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma.







