O SÉCULO XX
Que século terrível.
Mais que esse, espera o XXII.
Lembra das guerras; 1915, 1945.
O que sentiam e viviam as pessoas nas cidades, vilas e campos? Famílias desolhavam filhos rumo à batalha, não sabiam da volta – incontáveis deles, nunca vieram. Quem ousa descrever emoções, tristezas e as desgraças? Qual sentimento de injustiça amargavam lentamente madrugadas de solidão? Notícia que norteava demorava, chegava manchada, ofuscada, confusa. Não ajudava na precisão; ampliava o brutal. O que contam os autores, historiadores, o que lemos nos relatos?
Será que nossa recente crise moral e cívica expressa alguma parcela significativa do que a humanidade já sofreu? Como deveríamos ver as aflições sociais do berço esplendido, experienciadas e choradas aos vinte e três do XXI?
Ainda teríamos no contrapeso dos pensamentos os infantes que atravessam mares, embotados, literalmente. A fome, as trevas, os imperadores, expulsam venezuelas de casa, e não falamos ainda dos curdos, sírios, libaneses, yanomamis e tantos mais que nem se sabe os nomes. Tem gente sofrendo.
Mentira, injustiça, maldade, desonra, engano, trapaça; o que mais de verde, amarelo e vermelho nos atormenta? Nosso poder de ter e desfrutar se esvai, mas, isso sempre aconteceu. A escala de valores que usamos é pequena. Para muitos, nossa riqueza é pobreza. O que realmente podemos tomar como grave – embora tudo que alguém sofre seja grave para si – diante das agruras que vizinhos e os séculos enfrentam?
Mais ainda; o que filhos e netos encontrarão? Grande parte dos meninos e meninas estudam tão pouco, ainda que frequentem escola. Não sabem nem do rosa ou azul. Só importa a tela. O que poderão realizar? Se não vão liderar, serão levados. Por quem? São como peixinhos mexendo a boca, encostados no vidro do aquário anticristo, esperando uma migalha descer esfarelada pelo topo do espelho d´água não trocada.
Se o universo é de cem unidades, achamos uma maravilha conquistar sessenta. Mas, se o disponível, prometido, é cem mil, então estamos apenas esmolando, rastejando. Para precisar a avaliação do que tocamos ou sonhamos, e do quanto devemos ainda entregar de lágrimas, carece olhar ao longe, ver valores de alguém que está além. Outros povos? Não. Quem? O Rei. Somente Ele pode ofertar confiável Palavra e Luzeiro de avaliação e foco.
Guardaremos lágrimas como diamantes para o Trono e trocaremos a indignação por ousadia da voz que profetiza, reverbera o que o Reino decidiu.







