O ANTICRISTO JÁ GOVERNA
“Então, vi sair da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs; porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-Poderoso.” Apocalipse 16:13-14
Vivemos um tempo em que os governantes das nações são os líderes mais fracos de toda a História. Aos 79 anos, Joe Biden, o 46.º presidente dos Estados Unidos é a pessoa mais velha a assumir o governo daquela nação. Ele tem sido criticado ao manifestar publicamente sinais de esquecimento, fraqueza no andar e tremor nas mãos. Não se pode discriminar ninguém chamando de senil, demente ou incapaz, ainda que venha a existir algum laudo médico oficial. Os EUA já haviam vivenciado o conturbado governo Trump, inundado de incontáveis e controversos episódios completamente fora dos padrões de ação dos presidentes mais antigos. Não importa os discutíveis acontecimentos a cada gestão política, há sinais evidentes de enfraquecimento das lideranças mundiais. Alguém aparecerá oferecendo o que o mundo clama: paz e segurança.
“Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão.” 1 Tessalonicenses 5:3
Líderes europeus também têm sido amplamente questionados, alguns por estarem envolvidos em acusações de improbidade, escândalos e tolices. Temos pouquíssima noção da baixa qualidade e competência de muitos governos da Europa. Ternos alinhados, palácios fenomenais e sotaques pomposos tendem a nos enganar. No segundo semestre de 2022, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, deixou o cargo após uma série de escândalos e renúncia coletiva de mais de cinquenta membros do governo. A sóbria figura de um monarca idôneo já não reina mais.
Dispensa comentar sobre a realidade dos nossos líderes brasileiros. Vamos reeditando por aqui os movimentos de justiça da famosa operação italiana “Mãos Limpas”, lavados e desfeitos a jato, sucumbidos ao domínio ilegal de juízes e políticos corruptos.
Não são poucos os alertas de cientistas e comentaristas políticos, jornalistas e estudiosos que temem, há muito tempo, o declínio dos governos.
Em outubro de 1995, durante a Assembléia Geral das nações, a ONU publicou um artigo em que vários líderes afirmam que a globalização criaria conflitos entre os bloco de poder econômico aumentando as injustiças entre as nações. O texto diz mais: “Foi feito um chamado para uma “nova ordem humana global“, envolvendo um sistema de governança global baseado no princípio do governo representativo e participativo, bem como uma facilidade de desenvolvimento global financiada por impostos globais sobre poluição e movimentos cambiais especulativos.” (LÍDERES MUNDIAIS APELAM À PROMOÇÃO DA PAZ GARANTINDO OS DIREITOS HUMANOS DAS NAÇÕES, COMBATE À POBREZA E OUTRAS FORÇAS AMEAÇADORAS. Comunicado de imprensa GA/8968, 24 de outubro de 1995. Disponível em: https://press.un.org/en/1995/19951024.ga8968.html. Acesso em 10/06/2023).
Vemos no Brasil gente dizendo arrogantemente – ou quem sabe “etilicamente” – que a ONU já não serve mais e precisamos de uma nova governança global. É uma verborragia, mas, ao mesmo tempo uma expressão colateral sintomática da condição do mundo, de seus líderes e instituições obsoletas.
Em abril de 2018, o escritor Rana Dasgupta publicou no The Guardian, importante jornal britânico, “O fim do estado-nação”, artigo que declara: “Após décadas de globalização, nosso sistema político tornou-se obsoleto – e os espasmos do nacionalismo ressurgente são um sinal de seu declínio irreversível.” Rana aponta que o Reino Unido não tem sinais de recuperação, depois de ter sido profundamente abalado pela saída da União Europeia. Ele afirma que a França enfrenta seu maior enfraquecimento do sistema político e a Espanha tem um sistema democrático em ameaça. A Itália, segundo ele, parece estar debaixo de uma ação bárbara, como se fosse a segunda queda de Roma. A Alemanha, considerada o bastião da estabilidade europeia, segundo o texto, vive oposição oficial de neofacistas. Ele ainda escreve: “É por isso que as soluções autoritárias enérgicas são atualmente tão populares: distração pela guerra (Rússia, Turquia); “purificação” étnico-religiosa (Índia, Hungria, Mianmar); a ampliação dos poderes presidenciais e o correspondente abandono dos direitos civis e do estado de direito (China, Ruanda, Venezuela, Tailândia, Filipinas e muitos outros). (The Guardian. 5 de abril de 2018. O fim do estado-nação; Rana Dasgupta. Acesso em 10 de junho de 2023. Disponível em: https://www.theguardian.com/profile/rana-dasgupta)
O Século XXI parece impor aos povos uma insuportável pressão jamais vivida. Eu digo “o Século XXI”, mas, podemos afirmar seguramente o que a Bíblia mostra: é o Maligno. A tão falada globalização se desenrola como um processo lento, truculento e doloroso de estabelecimento do domínio de um governo único. A tecnologia – robôs e sistemas – está tomando o lugar dos trabalhadores que vão deixando de ser donos e desfrutadores de sua capacidade produtiva para se tornarem escravos de um único sistema que detém o controle de tudo e todos. Não sabemos de onde tiraremos sustento. A mesma ideologia, pretensa salvadora do proletariado, agora escraviza a todos, roubando não só a remuneração justa, como o próprio lugar de trabalho. As demissões em massa e a substituição dos mais diversos profissionais por um sistema de AI (Inteligência Artificial) já é realidade danosa e irreversível. Médicos, advogados, professores, gestores, atendentes, vendedores – e até os motoristas – estão perdendo a autonomia, oportunidade e autoridade de trabalho por conta do domínio da tecnologia pós-moderna.
A desmonetização da economia e a progressiva união dos Bancos Centrais para livre fluxo de riquezas já nos torna cativos de um sistema único, comandado por algoritmos, que não só decide o que as pessoas gostam de assistir ou devem comprar, como determina o que cada cidadão pode acessar. A internet, que chamo de “o trono da mente humana”, embora ferramenta temporariamente útil, é o artifício pelo qual o Maligno tenta ser onipresente, onipotente e onisciente. Não só batalha por isso, como oferece a falsa oportunidade de cada indivíduo ter esses atributos divinos. Reedição do pecado do Éden com a nefasta proposta humanista de independência e suficiência.
Fotos, lembranças, documentos, palavras, diálogos, decisões e tudo mais que geramos estão guardados “na nuvem” – até o dinheiro. Assinatura de documentos, registro de escrituras, emissão de certificados; tudo já depende dos bancos virtuais de dados espalhados pela terra, dominados por alguma instituição invisível ou estrutura não discernível, sem que tenhamos acesso e gerência. Basta a falta de energia ou de sinal de internet e ficamos sem as principais ferramentas de trabalho, comunicação etc.
O apóstolo João, no início do tempo da graça, período nomeado pela Bíblia como “tempo do fim”, disse: “Filhinhos, já é a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também, agora, muitos anticristos têm surgido; pelo que conhecemos que é a última hora.” (1 João 2:18). O apóstolo do amor deixa claro que “todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo (1 João 4:3).
Tempo do fim – ou última hora – não é aquele que ainda está por vir, na verdade, é todo o período estabelecido desde a assunção de Cristo até seu iminente retorno. O derramar do Espírito Santo em Pentecostes, tornando-nos a Igreja, o corpo de Cristo, foi provisão divina para esta “última hora”. Desde o cenáculo em Jerusalém já se foram dois mil anos desse período. Portanto, o que estamos vivendo é o final do tempo chamado “final dos tempos”. Estamos quase no limite, muito próximos da vinda de Cristo, do arrebatamento da Igreja – o relógio está perto de marcar “meia-noite”, o tempo da graça se encerrará. (Não gaste energia discutindo se subiremos antes, no meio ou depois das tribulações. Prostremo-nos, literalmente, diante da cruz de Cristo).
“Mas, à meia-noite, ouviu-se um grito: Eis o noivo! Saí ao seu encontro!” Mateus 25:6
Governos comunistas como Coréia do Norte, China, Rússia, Venezuela, Cuba e outros tantos, agora o Brasil também, são expressões indeléveis do domínio de poucos sobre todos, marca do “ladrão” produzindo roubo e empobrecimento das famílias mediante injustiça, com enriquecimento e esbanjamento de gastos por parte dos políticos e autoridades. A ausência de coerência, senso, juízo, transparência, a falta de estudo e capacitação intelectual de inúmeros eleitos – alguns não tão eleitos, a inexistência de segurança jurídica devido a condutas inaceitáveis de magistrados, a corrupta distorção de políticas públicas que deveriam ser justas em favor do desenvolvimento e crescimento social, são elementos comuns do governo de líderes populistas e ditadores. Todos eles se opõem à Igreja, à Palavra e ao Reino de Cristo. Todos eles são manifestos anticristo.
A corrupção da mídia em todo o mundo estabelece um tempo em que ninguém pode confiar nas notícias, não sabemos mais o que é verdade ou não. Sejam as tolas publicações particulares infundadas, seja a malícia das grandes e subornadas corporações de notícia, com desordem da informação, fake News e manipulação dos fatos para interesses e conveniência; fotos, manchetes e até vídeos, facilmente adulterados ou fabricados, tudo trabalha em favor do engano infernal.
Falar a mentira, por cegueira ou por falsidade, é algo comum para grande parte das autoridades e jornalistas. Eles mesmos estão cegos debaixo dos absurdos que promovem. Partidos e ideologias creem e praticam a insistência da mentira até que se torne uma verdade criada e crida. As imposições de juízes injustos é só um pequeno problema perto das circunstâncias, cenas e matérias malignamente preparadas para o engano das pessoas. Ninguém pode imaginar o envolvimento de incontáveis autoridades e organizações criminosas com satanismo, cultos, consagrações e oferendas às trevas. O povo segue cativo, explorado, enganado, dominado por emoções e desesperança – às vezes, pela promessa de dinheiro, fama e poder.
O diabo, desesperado pela proximidade do tempo de encarceramento eterno, vomitou todo o seu lixo sobre a terra.
“Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno.” 1 João 5:19
“O diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre, onde já se encontram não só a besta como também o falso profeta; e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos.” Apocalipse 20:10
Ninguém pode alegar ignorância quanto ao modo de atuação do inimigo no período chamado pela Bíblia de “final dos tempos”. O Senhor já havia avisado em sua Palavra.
“Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.” João 8:44
“Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira…” 2 Tessalonicenses 2:9
O caos que vemos no Brasil não é exclusividade nossa. A desorganização política e social que nos deixa indignados todos os dias com absurdas e inacreditáveis notícias não está acontecendo somente aqui. Os mesmos temas e conflitos fervem em todos os lugares. A afronta satânica para destruição das famílias, das crianças, da moral, da sexualidade estabelecida por Deus, da justiça, da ordem social e segurança, são a última cartada do inferno contra o Criador, buscando escravizar as criaturas, levando-as cegas para perdição eterna.
Não nos resta outra coisa senão prostrarmos em oração. Nunca foi tão necessário conhecer profundamente a Palavra, os decretos eternos de Deus e nos posicionarmos como intercessores. Talvez por isso mesmo o Senhor não permitiu a igreja evangélica prosseguir em uma possível cruzada política ufanista.
Precisamos urgentemente – e definitivamente – alterar nosso modo de ser igreja. Não há espaço mais para as instituições arcaicas, dogmas ou logísticas espetaculares que desenvolvemos com o tempo. Algumas das nossas atividades foram úteis, enquanto preservaram integridade e dependência do Senhor, mas, há muito tempo vemos predominância da administração de organizações que trabalham em torno de religiosidade, fama ou dinheiro.
Este é o tempo de renúncias, quebrantamento para milagres genuínos da manifestação do Espírito Santo em nós, por meio do Fruto e dos Dons.
A única coisa que Satanás consegue é imitar, copiar; ele não tem poder para criar nada. Portanto, como cópia do que há no Céu, o dragão prepara a manifestação da besta e do anticristo, em sua mais elevada ira (mesmo que debaixo de irreversível condenação). Estamos muito próximos da exposição pública da “trindade satânica”, prevista pela Palavra (Apocalipse 13).
“Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão.” Apocalipse 13:11
O dragão, a besta que emerge do mar (provável menção ao sistema mundial de comércio) e a besta que emerge da terra (um que será visto como messias, parece cordeiro, mas fala como dragão), fazem parte do cenário quase pronto para as últimas cenas do “final dos tempos”.
A mesma serpente do Éden aparece nas culturas durante toda a História. Se manifesta de forma inquestionável nestes dias como o maior império da terra, levantando-se para dominar tudo e todos, anunciando o vermelho do sangue, não do Cordeiro, mas das vidas escravizadas. Outras culturas, a partir de Marx, arrotando o comunismo, mas gostando de palácios, iphones e bolsas caras, também adoram a serpente, foice, martelo e o escarlate. Elementos e marca inconfundível de uma estratégia milenar das trevas, que trabalha para desfazer tudo que pertence a Cristo e seu Reino. Quem tem ouvidos para ouvir ouça, pois as palavras precisam ser veladas, são lidas, escutadas, vistas pelos algoritmos.
Não tenha dúvida, ainda não se manifestou fisicamente o indivíduo que incorporará Satanás para receber culto em Jerusalém. Mas, seu espírito, desde os dias dos apóstolos, já se manifesta, sua estrutura de governo não é senil, polêmica ou frouxa, mas poderosa e encantadora. Hoje, não só a mentira, a promiscuidade, o domínio ditatorial de líderes, sistemas e comércio, mas o odor e forma do iníquo é que são evidentes.
“Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. Apocalipse 14:12
Promessas
“Nesse tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro. Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno. Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas, sempre e eternamente. Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará. Então, eu, Daniel, olhei, e eis que estavam em pé outros dois, um, de um lado do rio, o outro, do outro lado. Um deles disse ao homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio: Quando se cumprirão estas maravilhas? Ouvi o homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio, quando levantou a mão direita e a esquerda ao céu e jurou, por aquele que vive eternamente, que isso seria depois de um tempo, dois tempos e metade de um tempo. E, quando se acabar a destruição do poder do povo santo, estas coisas todas se cumprirão. Eu ouvi, porém não entendi; então, eu disse: meu senhor, qual será o fim destas coisas? Ele respondeu: Vai, Daniel, porque estas palavras estão encerradas e seladas até ao tempo do fim. Muitos serão purificados, embranquecidos e provados; mas os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios entenderão. Depois do tempo em que o sacrifício diário for tirado, e posta a abominação desoladora, haverá ainda mil duzentos e noventa dias. Bem-aventurado o que espera e chega até mil trezentos e trinta e cinco dias. Tu, porém, segue o teu caminho até ao fim; pois descansarás e, ao fim dos dias, te levantarás para receber a tua herança.” Daniel 12
“Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra. Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu, e foi vista a arca da Aliança no seu santuário, e sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada. Apocalipse 11:18-19
“… se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.” 2 Crônicas 7:14
Terei falhado no propósito desse artigo se eu apenas alimentar discussões escatológicas. Clamo ao Senhor para que esse conteúdo seja como atalaia, nos inspirando ao quebrantamento.







